Páscoa Solidária

4ª Páscoa Solidária
Parceria Instituto histórico e Cultural de Mongaguá e Cacau Show.
Local Clube da Melhor Idade.
Dia 31 de Março
A partir das 10 horas.
As crianças já foram cadastradas pelo DAS.
Atrações: brinquedos infláveis, brincadeiras com o mosquitão da dengue, demonstração dos equipamentos do SAMU e do  1ª Grupamento de Bombeiros Marítimos, saúde bucal com distribuição e escovas e pastas de dentes, cachorros quentes, balas, refrigerantes, peça teatral A Magia da Páscoa dirigida por Eddie Coelho e distribuição de ovos de páscoa da Cacau Show para a criançada.
Apoio:
Casa da Memória de Mongaguá
Departamento Municipal de Saúde
Departamento Municipal de Assistência Social
Rádio Mongaguá FM 92.5
Domênico Promoções
Corpo de Bombeiros
Restaurante Laranja
Conviver
Aida da Construtora Habitação Almeida
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Chafariz Anchieta

É com grande alegria e satisfação que agradecemos a presença de todos na Entrega do Chafariz Anchieta, patrimônio histórico mais antigo da Cidade.

O Chafariz da Rua Rui Barbosa, no Centro, foi entregue à população ontem, às 20h, depois de passar por um processo de restauração, deste que foi primeiro meio de captação de água da Vila de Mongaguá O monumento passa agora a se chamar Chafariz Anchieta.

Agradecemos a iniciativa da Sabesp sob a coordenação do Instituto Histórico e Cultural de Mongaguá por viabilizar este projeto.

Um especial agradecimento as autoridades presentes, que sempre apoiam as iniciativas do Instituto Histórico e Cultural de Mongaguá. E isso nos deixa mais e mais entusiasmados e firmes no propósito para realização de mais eventos como este em nossa querida cidade.

Agradecemos de coração todo o empenho dedicado à esta empreitada e a cada pessoa que fez parte deste evento.

Quem não conhece sua história, esta condenado a repeti-la

Quem observasse o Brasil em 1821, às vésperas da Independência, teria fortes razões para duvidar de sua viabilidade como país. Com um imenso território virgem, escassamente povoado, a antiga colônia portuguesa tinha pouco mais de quatro milhões de habitantes. Era uma população analfabeta, pobre e carente de tudo. De cada três brasileiros, um era escravo. Os ricos eram poucos e ignorantes. Os conflitos regionais ameaçavam a unidade nacional. A administração pública era lenta, corrupta e ineficiente. O que mais impressionava era o analfabetismo. Em 1818, ano do primeiro censo populacional do governo do rei D. João VI, só 2,5% dos homens adultos da cidade de São Paulo sabiam ler e escrever, o que significa que provavelmente 99% da população brasileira eram analfabetos.

Num cenário assim, como construir um país viável? A surpresa é que, apesar de tudo, o Brasil conseguiu se firmar como nação independente. Hoje, ainda está longe de ser um dos melhores e mais desenvolvidos países do mundo. Mas também não se pode dizer que seja dos piores. O quadro de pobreza, desigualdade social, atraso nas leis, corrupção e ineficiência ainda representa um grande desafio aos brasileiros. Um olhar para o passado, no entanto, permite concluir que as dificuldades já foram muito maiores – e, muitas vezes, quase intransponíveis. Nesses duzentos anos, lutando contra todas as adversidades, os brasileiros conseguiram construir um país grande, integrado, de cultura bem definida, relativamente tolerante do ponto de vista racial, política e religioso. São virtudes que, se bem entendidas e utilizadas, nos ajudarão a construir o futuro. E a história serve para isso mesmo. 

O objetivo da história é iluminar o passado para entender o presente e construir o futuro. Uma sociedade inculta, incapaz de estudar e analisar sua história, não consegue entender a si própria. E, nesse caso, não está apta a construir o futuro de forma estruturada. Uma visão de curto prazo, que não leva em conta as lições do passado, conduz a soluções igualmente imediatistas. Nossos problemas têm raízes profundas, que às vezes remontam a duzentos ou trezentos anos atrás. Isso não significa que o Brasil esteja eternamente condenado à corrupção ou a repetir os vícios do passado. Um país pode evoluir e melhorar, mas antes é preciso entender a origem desses problemas. Nesse quadro, investir em educação é absolutamente fundamental. Só uma sociedade culta e bem educada consegue entender a própria história – com seus defeitos e suas virtudes.

Laurentino Gomes, autor do premiado livro 1808

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